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Apresentação

O saneamento no Brasil tem sido relegado à segundo plano nas prioridades dos governantes desde a época do Império; os descaso das autoridades aliado ao modelo econômico adotado pelo governo brasileiro, a partir das décadas de 60 e 70, que propiciou o êxodo da população rural às cidades causando com isto a ocupação urbana sem o planejamento das cidades. No inicio do século XXI a população urbana corresponde à ordem de 85% da população brasileira, em contra-partida 90% desta população é servida por rede de abastecimento de água tratada, 50% tem seu esgoto doméstico coletado e somente 30% deste esgoto coletado recebe o devido tratamento antes do lançamento final nos córregos, rios ou oceano.

A partir da metade da ultima década do século XX, o governo brasileiro tem implementado a Lei dos Recursos Hídricos e o planejamento de “solucionar” o problema do saneamento no Brasil em 20 anos; entende-se saneamento neste contexto ás águas pluviais, o esgotamento sanitário, o tratamento do esgoto doméstico, os resíduos sólidos e a poluição atmosférica. Este programa passou a receber consideráveis montantes de recurso a partir no final da primeira década do século XXI.

Um grupo de engenheiros, técnicos e pesquisadores do saneamento contribuíram cada um dentro da sua área de atuação com temas e artigos debatendo os mais diversos assuntos do saneamento com a finalidade de indicar os caminhos de atuação na engenharia de saneamento.

Inicia-se com a discussão da sobrecarga na rede de esgoto sanitário oriunda no lançamento indevido da águas de chuva no sistema de esgoto sanitário; depois discorre com os métodos, técnicas e padrões de locação e cadastro de obras de redes de água potável e de esgoto sanitário. O capítulo terceiro discute os métodos e sistemas de tratamento de resíduos sólidos; seguindo pela discussão e dimensionamento do pavimento poroso no retardamento do escoamento superficial das águas pluviais; outro assunto pouco explorado na literatura da engenharia de saneamento é a legislação ambiental no âmbito federal e estadual, neste capitulo tentou-se agrupar em um único documento a legislação inerentes ao saneamento no Estado de São Paulo e no Estado de Goiás.

Outros assuntos não menos importantes são abordados tais como o tratamento do lode de ETA, poluição difusa, estação de bombeamento de esgoto sanitário e de água potável. No décimo capitulo o autor e organizador deste livro reúne a quase totalidade das equações de chuvas IDF brasileiras. E finalizando são abordados também as questões dos aspectos legais dos sistema de tratamento dos resíduos sólidos, os métodos e as técnicas compensatórias do retardamento e da retenção das águas pluvias. O capitulo final aborda e discute a qualidade das águas de abastecimento urbano.

Não se pretende neste livro esgotar todos os assuntos da engenharia de saneamento, mas pretende-se pelos seus autores abrir o leque de estudos, despertar os interesses e delinear os primeiros caminhos na solução do saneamento no Brasil.

 

 
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